Novo Palimpsesto
Digressão Poética
domingo, 7 de setembro de 2014
Gentle mystery
Tradução de Matt Waterson
Mother...you who forgives
every misdemeanour,
hold me again to your breast
and rock me as if I was
a child once more
who has in their eye a star
and a confidence.
sábado, 6 de setembro de 2014
One day, perhaps...
Tradução de Matt Waterson
Perhaps, one day,
the morning news
will not announce the violence of war
and I will wake you,
as I did when you were a child,
singing the song of destiny -
of a joyful day.
And you will smile at me
as if to say,
thank you, for Love - and for Peace.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
The Illusion
Tradução de Matt Waterson
Perhaps it is in Summer
that time
passes more slowly
without commiseration
and I, conscious of this darkness
deceive myself with the thought of a
mathematical eternity
as if this life was ecstasy.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
The Hill
Tradução de Matt Waterson
Here, at the foot of the hill,
I could, if I so wished, go up to the top
like he who searches for a source
or Adam’s paradise.
But, no. Instead -
I forget, and stay put.
And it is surely for this reason
that I know not my heart.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
White page
Tradução de Matt Waterson
The page that I have yet to write
loiters, somewhere here, between the hills and
the valleys,
and waits only for
a time to come,
for a new feeling
terça-feira, 2 de setembro de 2014
That light
Tradução de Matt Waterson
Late afternoon,
The light of late afternoon.
And this cross, My God!
seems lighter,
at this hour,
even knowing
that no one cries for me from Afar...
What beauty, the fading light
which appears to linger timelessly!
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Silence and sun
Tradução de Matt Waterson
In the cosiness of summer,
I meditate on a verse
that gives consolation
from the cold dark night
of this world,
where a man can lose himself
in an instant
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Noite dentro
Não há, na noite,
vestígios da madrugada.
Por isso, quando, de súbito,
o céu clareia
e se vê o horizonte
parece que o universo
não é senão uma vastidão
onde, frágil, se abriga a nossa emoção.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Silêncio na tarde
Já não sinto saudade.
A realidade é tão de outra natureza
que não há lugar para a tristeza
da lembrança
do tempo ido
em que tudo tinha sentido.
domingo, 24 de agosto de 2014
Cidade branca (domingo)
Brancas ruas quase desertas
e, ao longe, e mais perto também,
o toque breve dos sinos.
É dia de missa.
Deleite, quase perfeito,
(sinfonia da Palavra
e o cântico de vozes singulares)
a lembrar o pungente destino do Homem.
Não é possível, aqui, não ser eu gente de Fé.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Desafio
Talvez que Deus não seja senão
esta Paz sublime
que habita o Coração,
quando a Razão
sem atropelo
desfaz da vida o novelo.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Sortilégio
E o dia desliza suavemente
saído do ventre
da noite,
quando amanhece.
Talvez por isso as gentes
da planície tenham um olhar sossegado
como se a morte estivesse sempre a seu lado.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
A realidade (nova)
A minha alma desponta
renovada (do seio da planície)
para esta mesma estrada
que sempre percorri
mesmo quando um dia nela
morri
.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Instante
Porque é maior o céu, aqui,
neste outro lado do Tejo,
enfim posso rezar
como quem só sabe o murmurar.
domingo, 17 de agosto de 2014
De partida para o Sul
As naus que singraram nas tormentas
navegaram para o Sul
onde era o abismo
e eu cismo
que nesse para Além
dos rochedos
reside uma estranha Paz
de que só o homem é capaz.
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Sobre os dias
O tempo ficou imóvel
e não nasceu o sol pela manhã.
Somente a densa escuridão
cercando as estrelas longínquas.
Somente o silêncio de espanto
dos homens agrilhoados.
..........................................................
Foi ilusão ou é a realidade?,
de quem busca um sonho,
mas já é tarde!
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Silêncio e sol
Neste aconchego do verão,
medito um verso
que console
da escura noite fria
deste mundo,
onde um homem se perde
num segundo.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Página em branco
A página que ainda não escrevi
espreita, por aqui,
por entre as colinas e vales,
e está só à espera
do porvir
de um novo sentir.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Alexandria
Que mistério profundo
é este o de findar
e estranhamente acabar
e não ser senão
longínqua recordação
de um tempo
ou de outra estação.
domingo, 3 de agosto de 2014
A colina
Aqui, à beira da colina,
podia, se quisesse, subir ao monte
como quem procura uma fonte
ou o paraíso de Adão.
Mas, não. Ao invés,
esqueço e permaneço.
E deve ser por essa razão
que eu não sei do meu coração.
sábado, 2 de agosto de 2014
Ditirambo
Não há distância. Apenas o longe,
oriental,
para quem se senta num quintal.
Mensagens mais recentes
Mensagens antigas
Página inicial
Subscrever:
Mensagens (Atom)