sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Brave...


Surpreendeu-me, há dias, um conceito de família

que vi no Facebook. Mas não é de admirar, porque,

também aí, me surpreende o conceito de amigo.

E talvez que, neste virar de página, de milénio,

o mundo ocidental conduza uma deriva assente na

afirmação egóica do indivíduo sobranceira face a qualquer

outro valor de existência. Assim, família e amigos

são uma vertente da rede social que faculta estruturas

que permitem a construção de um eu, paradigmaticamente

copiado e imitado de entre os múltiplos modelos

que as revistas de sociedade oferecem para entreter o quotidiano

da vida. E como que naturalmente, cada um à sua escala desenha, no presente,

o recorte das relações humanas,

tipificando o mundo e aquilo que daí advém.

Sem comentários: